quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Frutas secas regionais conquistam o mundo

Umbu, xiquexique, mandacaru, entre outras delícias dos biomas do Brasil dão toque diferente à mesa do consumidor e ampliam os negócios de produtores e comerciantes.

No Mercado Municipal de São Paulo, a loja de Leonardo Chiappeta chama a atenção. O colorido das diversas frutas secas estrategicamente dispostas na vitrine do Empório Chiappeta atrai centenas de consumidores, ansiosos pelas novidades garimpadas pelo comerciante. Há mais de 10 anos, ele vende o produto desidratado, mas foi o trabalho com produtores rurais do Nordeste que impulsionou uma nova oportunidade de mercado.


Caqui e jenipapo secos

Convidado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em 2004, para ensinar o processo de secagem de frutas a agricultores do Piauí, Leonardo enxergou nas frutas regionais a possibilidade de inovar o segmento, ajudando a gerar renda para as comunidades locais e preservar produtos tipicamente brasileiros. O que começou com o caju piauiense avança, agora, para outros estados que antes, muitas vezes, desperdiçavam grande parte da produção, como o xique-xique, o umbu e o mandacaru da Caatinga, além de frutas de outros biomas do país.

Leonardo afirma que, atualmente, o Brasil produz 42 milhões de toneladas de frutas, mas nem 1% desse volume é desidratado. O produto que passou do estágio de consumo acaba sendo inutilizado, mas pode ser aproveitado com a secagem. “Há uma janela enorme de mercado aberta. É preciso valorizar o que é nosso e investir naquilo que é ecológico e socialmente sustentável. Oferecer o artesanal, mas melhorar as condições rudimentares de apresentação desses alimentos”, comenta

Processamento

O processo milenar se sofisticou com o passar dos anos. Na antiguidade, a secagem era natural, feita com exposição ao sol, e o método ajudava a preservar os alimentos. Com a percepção de que o produto durava mais – geralmente um ano –, as frutas foram incluídas no cardápio militar, nas guerras do século 20, quando os países desenvolveram novas técnicas de desidratação.

Caju e até melancia rendem frutas desidratadas que podem
ser consumidar puras ou utilizadas na culinária
Nos estados onde estão sendo desenvolvidos as frutas secas brasileiras, o Sebrae aloca recursos para a instalação de estruturas de secagem, com fornos especiais para realizar o processo. O trabalho é realizado em conjunto com produtores envolvidos em cooperativas. O agricultor seleciona o fruto no seu melhor estágio (maduro, mas não passado, que já não vai mais para o mercado) e o beneficiamento é feito na região. “A ideia é que processamento permaneça nas localidades onde os produtores estão instalados, assim tem trabalho para todo mundo”, diz Leonardo.

Os cortes das frutas são diversos, mas depende do produto e da aplicação que ele terá. Todo o trabalho é guiado por Leonardo, engenheiro mecânico de formação, e apaixonado pelo processo. Além de durar mais, a secagem concentra os nutrientes, o que ajuda a aumentar ainda mais a procura pelo produto.

Mercado

O umbu da Caatinga se destaca pela beleza do produto e
 pelo sabor preservado pelo processo de secagem

A estrutura básica para produção custa cerca de R$ 100 mil. Para exportação, o investimento é maior e pode chegar a mais de R$ 1 milhão. “A gente tem condição de exportar. A banana já está neste nível. Isso vai para o mundo todo. Já temos canais de distribuição na Espanha e na Itália, mas precisamos ficar mais competitivos. Os produtores precisam evoluir com certificados e absorção de tecnologias”, explica.

Hoje, o desenvolvimento de projetos em frutas secas é realizado com agricultores de diversas regiões do país como Amazônia (cupuaçu, graviola, taperebá, açaí), Caatinga (umbu, xique-xique, mandacaru, maracujá), Cerrado (baru, caju, cagaita), Pantanal (pequi, manga), Mata Atlântica (caqui, goiaba, maçã, caju), Pampa (pinhão, bergamota, pêssego) e Costeiro (coco, abacaxi, jaca, banana, manga).



Os produtos foram apresentados para a rede de supermercados Pão de Açúcar e já começam a ser comercializados. Em São Paulo, o empório Santa Luzia também destaca as frutas em suas gôndolas e as três lojas da família Chiappeta estimam vender este ano cerca de 20 toneladas dessas iguarias, onde os preços variam de R$ 12 a R$ 120 o quilo.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tomatoberry é destaque na Hortitec 2011

A Topseed Premium levou aos visitantes da 18ª Hortitec suas novidades voltadas ao segmento profissional de hortaliças, que buscam atender as necessidades do campo, além de oferecer alta produtividade e qualidade.

Durante os três dias do evento, a equipe da linha recebeu os participantes da feira em seu estande, onde foram apresentados os lançamentos de 2011 e resultados das cultivares lançadas no ano passado.

Entre os destaques da linha na feira estava o tomate Tomatoberry, que chama a atenção pelo sabor diferenciado e formato semelhante a um morango.

“Produtos diferenciados e que agradam o paladar são cada dia mais procurados pelos consumidores brasileiros. O Tomatoberry se destacou por se enquadrar neste segmento e também por ser uma cultivar de tomate que, além de saboroso e do formato diferenciado, dá um toque de classe à decoração de diversos pratos”, afirma o gerente da Topseed Premium, Rafael de Morais.

O tomate Tomatoberry F1 é um produto exclusivo da Topseed Premium e, além do formato e sabor, sua cor vermelha intensa e alta produtividade atraem o interesse do mercado.

“Quando comparadas ao tomate comum, o Tomatoberry garante maior retorno financeiro ao produtor, pois é comercializado com mais valor agregado”, explica o Especialista em Solanáceas da Topseed Premium, Wellington Moraes.


Veja a descrição técnica do produto: http://www.agristar.com.br/descrtp/tomate-tomatoberryf1.htm 




terça-feira, 20 de setembro de 2011

Inmet alerta para baixa umidade relativa do ar

Entre terça (20/9) e quarta-feira (21/9), a umidade relativa do ar fica abaixo de 30% no estado do Tocantins, no leste de São Paulo (exceto litoral), noroeste, Triangulo, norte, oeste, centro e sul de Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso (exceto sul e sudoeste) Goiás, centro e oeste da Bahia, centro e sul do Maranhão e centro e sul do Piauí.
O Aviso Especial n° 318 do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ainda informa que os índices de umidade relativa do ar ficarão abaixo de 20% no Mato Grosso do Sul (exceto sul), norte, oeste e centro de São Paulo.
No Centro-Oeste, o céu fica claro a parcialmente nublado, com névoa seca no Distrito federal, Mato Grosso e Goiás. A temperatura máxima chega a 39°C na região. Ocorrem pancadas de chuvas esparsas no Mato Grosso do Sul, com trovoadas. No Tocantins está prevista névoa seca. No Norte, ocorrem pancadas de chuvas no Amazonas, Acre, com possibilidade em Roraima, Pará e Amapá.
A meteorologia prevê que no Sul, as temperaturas fiquem estáveis. As chuvas estão previstas para grande parte da região. Chove com trovoadas no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
As temperaturas sobem e a máxima prevista é de 35°C no Sudeste. O céu fica claro a parcialmente nublado no Espírito Santo e Rio de Janeiro, com pancadas de chuva isoladas em São Paulo.
O Inmet prevê que, no Nordeste, o céu fique claro no Maranhão e Ceará. Chove no Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia e com possibilidade em Sergipe.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI266294-18082,00-INMET+ALERTA+PARA+BAIXA+UMIDADE+RELATIVA+DO+AR.html

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Governo discute a criação da Bolsa Verde

A Câmara começa a discutir esta semana a medida provisória (MP) que autoriza o pagamento de uma bolsa a famílias em situação de extrema pobreza que desenvolverem atividades de preservação do meio ambiente na área rural. A MP 535/11 cria o Programa de Apoio à Conservação Ambiental e o Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais e faz parte do Plano Brasil sem Miséria.
Pela proposta, as famílias receberão a chamada Bolsa Verde, no valor de R$ 300, pagos trimestralmente por um período de até dois anos, podendo ser prorrogado.
Para ter acesso ao benefício, as famílias deverão estar em situação de plena pobreza, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal e desenvolver atividades de conservação em áreas de florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável, assentamentos florestais ou agroextrativistas criadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou em áreas consideradas prioritárias pelo Executivo, que definirá também o conceito de extrema pobreza.
A medida provisória também concede benefícios a agricultores familiares, pescadores e silvicultores. As famílias beneficiadas poderão receber até R$ 2,4 mil, em três parcelas, durante dois anos. A ideia é estimular a geração de trabalho e renda e a estruturação produtiva desses grupos.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com/

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Valor Bruto da Produção deve crescer quase 11% em 2011 no Brasil

O Valor Bruto da Produção (VBP) das 20 principais lavouras do Brasil atingiu R$ 201 bilhões em 2011. Esse é o maior valor já obtido desde que a série de estimativas começou a ser feita em 1997. Segundo José Garcia Gasques, coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, e responsável pelo levantamento, os últimos três anos apresentam um crescimento sem interrupção no faturamento das lavouras. Com isso, os valores de 2011 foram 10,8% maiores que em 2010, quando o VBP chegou a R$ 181,4 bilhões.

Entre as principais culturas, os maiores aumentos reais no VBP ocorreram em algodão (88,7%), café (36,2%), uva (45,7%), milho (28,9%) e soja (14,5%). No caso de cebola, batata inglesa e trigo, os resultados da renda em 2011 são inferiores aos de 2010. A cebola, com VBP de R$ 787 milhões, teve redução de 61%; a batata inglesa, com queda de 25,66%, alcançou R$ 2,9 bilhões; e o trigo em grão teve baixa de 20,56%, atingindo faturamento bruto de R$ 2,1 bilhões em 2011. Segundo José Gasques, a redução de valor para esses produtos é resultado de safras mais baixas em relação a 2010 e, principalmente, de elevadas reduções dos preços ao produtor.
 Faturamento por região


A pesquisa indica aumento expressivo do VBP no Nordeste (17,6%) e Centro-Oeste (37,1%) do país. Nas duas regiões, os resultados favoráveis se devem ao bom desempenho do milho, da soja e do algodão. No Sudeste e Sul do país, os resultados foram estáveis, com o Sudeste mantendo 1,6% de crescimento e o Sul, 7%. No Norte, há uma tendência de redução do valor.

No Nordeste, em alguns estados como Bahia, que teve crescimento de 16,6%, os resultados favoráveis foram influenciados pelo aumento do VBP do café, da laranja e da banana. No Centro-Oeste, todos os estados apresentaram resultados positivos, com destaque para Mato Grosso, que teve 52% de crescimento no valor da produção.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Agricultores do RN comemoram colheita do abacaxi

Safra é considerada uma das melhores dos últimos anos.
Rio Grande do Norte responde por 7% da produção nacional da fruta.

Os agricultores trabalham em ritmo intenso na colheita do abacaxi no assentamento Planalto do Retiro, no município de Touros, no agreste do Rio Grande do Norte. As frutas são retiradas do pé, colocadas nos cestos e levadas para o caminhão.
O abacaxi, do tipo pérola, começou a ser produzido no assentamento há 11 anos. Por causa do sol, a qualidade do fruto fica melhor em outubro.
José Damásio Pereira é um dos 70 agricultores que investiram na cultura. A produção familiar cresceu nos últimos quatro anos e foi aprimorada com a irrigação. "O cultivo irrigado tem um custo mais alto, mas a fruta é melhor e dá mais lucro", explica.


Fonte: http://g1.globo.com/